Palestra: Violência contra mulheres surdas: monitoramento e práticas de enfrentamento no Brasil

13/12/2023 08:11

O Programa de Extensão TILSJUR (Tradutores e intérpretes de línguas de sinais em contextos jurídico e policial) da UFSC juntamente com o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET-UFSC) promovem a palestra intitulada: Violência contra mulheres surdas: monitoramento e práticas de enfrentamento no Brasil a ser proferida pela prof. Dra. Prof. Dra. Danielle Vanessa Costa Sousa (Pós-doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Linguística – PPGL/ UFSC sob supervisão do prof. Dr. Daniel do Nascimento e Silva – UNICAMP). 

As mulheres surdas enfrentam uma série de desafios no que tange às denúncias sobre diversas violências enfrentadas por esta comunidade. A falta de tradutores e intérpretes de Libras-Português nas delegacias ainda é um ponto frágil no Brasil, contribuindo para que muitos desses registros sejam subnotificados no âmbito da Segurança Pública. 

Essa temática é urgente e merece atenção, tanto pelos órgãos governamentais envolvidos no assunto quanto pelos pesquisadores interessados nas ações que atravessam esse campo de pesquisa. O evento é acessível em Libras e português e conta com apoio do Núcleo de Pesquisas InterTrads, da Academia Trados.

Resultado da Eleição para a Representação Discente 2023/2024

08/12/2023 17:04
Com um total de 35 votos válidos computados até às 18h14 do dia 06/12/2023, fica eleita com 80% dos votos (28) a CHAPA 01, composta por:
  • Antonio Jonathan de Lima (mestrado)
  • Catarina Junges (mestrado)
  • Enézia de Cássia Jesus (doutorado)
  • Fernanda Christmann (doutorado)
  • Kamila Moreira de Oliveira de Lima (doutorado)

A Chapa 02 teve 20% dos votas válidos (7 votos).

A posse dos discentes eleitos contará a partir da data da homologação do resultado da eleição pelo Colegiado Delegado.

Prêmio Jabuti na categoria “Tradução”

06/12/2023 09:15

A PGET parabeniza a professora Dirce Waltrick do Amarante pela organização e pela condução da tradução coletiva de Finnegans Wake/Finnegans Rivolta, que acaba de ganhar o Prêmio Jabuti na categoria “Tradução”.

O Coletivo Finnegans é composto por Afonso Teixeira Filho, Andréa Buch Bohrer (com mestrado e doutorado em Estudos da Tradução na PGET/UFSC), André Cechinel (professor da PGET/UFSC), Aurora Bernardini, Daiane de Almeida Oliveira (egressa de doutorado da PGET/UFSC), Fedra Rodríguez (egressa de doutorado da PGET/UFSC), Luis Henrique Garcia Ferreira, Tarso do Amaral, Vinícius Alves e Vitor Alevato do Amaral.

Essa premiada tradução reflete o projeto acadêmico da PGET que sempre incentivou o trabalho coletivo entre os seus pares.

Mais informações sobre a obra: https://www.iluminuras.com.br/finnegans-rivolta

Palestra “Dom Quixote: trickster e louco enamorado”

05/12/2023 09:15

Na palestra “‘Dom Quixote: trickster e louco enamorado’”, Eduardo Subirats irá abordar uma série de questões: como um romance deve ser lido? Quais são as suas dimensões históricas, culturais e políticas?  Que relação a literatura tem com os mitos antigos? Qual o significado espiritual do palhaço sagrado ou malandro Dom Quixote, e seu amor absoluto por Dulcinéia? Finalmente, o que podemos aprender com Dom Quixote em tempos de guerra?

Conversa sobre o livro Mito e literatura

05/12/2023 09:14

Em Mito e literatura, o leitor encontrará essencialmente cinco aulas de hermenêutica. Na verdade, são autênticas master classes, dedicadas a cinco obras da literatura latino-americana do século XX que segundo Subirats podem ser consideradas clássicas: Pedro Páramo, de Juan Rulfo, Eu o Supremo, de Augusto Roa Bastos, Os rios profundos, de José María Arguedas, Macunaíma, de Mário de Andrade, e Grande sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. A análise de criação literária parte das grandes interrogações sobre O que é literatura? (no capítulo inicial) e leva a uma revisão do relacionamento entre mímesis, ficção e mito, rematada no capítulo final. (Orlando Grossegesse).

Mesa-redonda de lançamento do livro Ensinando literatura: a sala de aula como acontecimento

16/11/2023 07:20

O ensino de literatura passa hoje por uma grave crise. Paralelamente à crescente perda de espaço curricular na educação básica, as obras literárias têm sido deixadas em segundo plano ou simplesmente abandonadas em sala de aula. A dinâmica dos cursinhos e vestibulares adentra a escola, projeta uma imagem distorcida da literatura e burocratiza o contato com os objetos. Já os estilos de época se antecipam à leitura, controlam o campo conceitual das obras e acabam por prescindir dos próprios materiais que buscam descrever. O cenário não é necessariamente mais auspicioso na universidade. Não bastasse a constante substituição das disciplinas específicas de literatura por conteúdos gerais da área de educação ― que pouco ou nada têm a dizer sobre os estudos literários ―, os cursos de Letras mostram-se cada vez mais interessados em teorizações que devem ser mecanicamente aplicadas às obras. Tudo isso afasta o aluno da literatura. Ensinando literatura: a sala de aula como acontecimento oferece uma alternativa a esse estado de coisas. Ao valorizar a experiência da leitura e o caráter processual da interpretação, o livro insiste na literatura como materialidade enfática que solicita um movimento particular e produtivo para a elaboração de hipóteses de leitura. Por incrível que pareça, a sala de aula é um ambiente bastante propício para a construção da imediaticidade como procedimento de leitura, o que supõe uma relação com o caráter singular dos objetos. Não é gratuito, portanto, o gerúndio do título do volume. Além de enfatizar o objeto, Ensinando literatura não apenas concebe a sala de aula como acontecimento, mas convida o leitor a converter em acontecimento a sua própria leitura.

Prof. Gilvan Muller de Oliveira na Aligarh Muslim University (Índia)

16/11/2023 07:00

Professor da PGET, Gilvan Muller de Oliveira, participa de evento na Índia, na Aligarh Muslim University, onde abordará questões sobre políticas para a defesa do multilinguismo. Sua fala intitulada “Indigenous Brazilian Languages in the Digital Era: Challenges and Initiatives” aborda os esforços ainda incipientes para integrar algumas línguas indígenas ao mundo digital, com foco em dois projetos distintos: a iniciativa Motorola para Kaingáng e Nheengatu línguas, e o projeto C4AI (Centro de Inteligência Artificial da Universidade de SãoPaulo + IBM Research) para a língua Guarani-Mbya.

65º Prêmio Jabuti

09/11/2023 20:30

Duas obras com participação de professores da PGET/UFSC estão entre as semifinalistas do Prêmio Jabuti 2023, na categoria Tradução: Finnegans RivoltaAbobrificação do Divo Cláudio, ambos lançados pela editora Iluminauras. E uma terceira indicação é da egressa Simone Homem de Mello, Phantasus: poema-non-plus-ultra, lançado pela editora Perspectiva.

As listas dos dez semifinalistas de cada categoria da 65ª edição do Prêmio Jabuti foram divulgadas nesta quinta-feira, 9 de novembro, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Ainda neste mês, no dia 21, às 12h, será feito o anúncio dos cinco finalistas. Todas as informações oficiais são compartilhadas pelo site da premiação.

A tradução de Finnegans Rivolta foi organizada pela professora da UFSC Dirce Waltrick do Amarante, assinada pelo Coletivo Finnegans, que além da Profa. Dirce, é composto por Afonso Teixeira Filho, Andréa Buch Bohrer (com mestrado e doutorado em Estudos da Tradução na UFSC), André Cechinel (professor da PGET/UFSC), Aurora Bernardini, Daiane de Almeida Oliveira Bohrer (egressa de doutorado da PGET/UFSC), Fedra Rodríguez (egressa de doutorado da PGET/UFSC), Luis Henrique Garcia Ferreira, Tarso do Amaral, Vinícius Alves e Vitor Alevato do Amaral.

A tradução de Abobrificação do divo Cláudio nasceu de projeto de extensão da área de latim da UFSC e é assinada pelo professor da PGET, Luiz Queriquelli, pelo prof. Pedro Heise e pelos egressos de Língua Portuguesa e Literaturas pela UFSC, Miguel Mangini e Maria Helena Adriano.

Mais informações em: https://www.premiojabuti.com.br/

Lançamento do terceiro número da série “Traduzindo a Amazônia” da Cadernos de Tradução

05/11/2023 20:32

 A revista Cadernos de Tradução acaba de lançar o terceiro número da série “Traduzindo a Amazônia”, organizado por Andréia Guerini, José Guilherme Fernandes e Marie-Hélène C. Torres. Neste volume são apresentados 11 textos que dão  continuidade  à temática dos relatos sobre a Amazônia. A revista pode ser acessada pelo link: https://forms.gle/d7VZ4zUruw8fQGsL9

Foreigners and the shaping of Athenian citizenship in democratic Athens

03/11/2023 10:47

Myrto Aloumpi (Universidade de Creta, Faculdade de Filologia; UFMG-PRINT, Filosofia)

Auditório Selvino Assmann, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, 2º andar, Bloco D, UFSC (entrada em frente à lanchonete do CFH)

Dia 08/11/23, às 19h

Promoção: Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Centrum Inuestigationis Latinitatis (DLLV-UFSC) e Pós-Graduação em Filosofia, UFSC

Profa. Emilie Audigier da PGET organiza evento internacional nos dias 23 e 24 de novembro na Université Bordeaux Montaigne (França) sobre o tema da “Tradução e ecologia” em parceria com a professora Isabelle Poulin (Université Bordeaux Montaigne, França)

30/10/2023 09:17

 Esses encontros têm por objetivo reunir pesquisadores da ecologia e da tradução; pensadores engajados pela preservação do planeta e dos tradutores. 

A ideia de uma parceria franco-brasileira nasceu da colaboração entre duas co-autoras do livro História das Traduções em Língua Francesa (HTLF), de 2012 a 2019, (editora Verdier) – amplo projeto de valorização dos tradutores que trabalharam pela mundialização. Nenhum dos quatro volumes do HTLF possui verbete sobre a “Ecologia” embora as ciências, as artes e as ciências humanas se apropriaram dela há muito tempo, ao discorrer sobre a questão da vida no planeta em suas diversas línguas. O colóquio pretende compensar, em parte, essa ausência.

Como formularam F. Colombo, N. Engone, Elloué e B. Guest, os responsáveis de um conjunto de estudos discorrendo sobre Ecologia e Humanidades, “a grande pergunta” que o pensamento ecológico coloca especificamente às humanidades é “a da tradutibilidade”.

A crise climática implica considerar o vivo no seu conjunto, ou seja, inventar uma linguagem para tudo o que não fala, e levar em consideração uma realidade humana plurilíngue – se formos considerar que queremos conhecer e preservar a diversidade das moradias e de sua percepção. Os eixos a serem desenvolvidos serão:

1. História da tradução, na França e no Brasil, das artes e dos saberes em ligação com a crise climática

Esse eixo pretende refletir sobre a maneira como cada país constrói sua inteligência sobre a crise e seu imaginário ecológico.

O que se traduz no Brasil e na França? Literatura (contos, romances, poesia?), ensaios, filosofia, ciências, etc.

2. Sobre a função de vigia dos tradutores, de um continente para outro

Se a ecologia impõe pensar a terra em seu conjunto, vale lembrar que em cada era cultural está em contato com o resto do mundo graças ao trabalho dos tradutores. Nesse eixo pretendemos dar exemplos do papel dos mesmos na preservação da biodiversidade, através de valores de justeza atribuídos à linguagem.

Programação: Plurielles – 2023, 23-24 novembre : Traduction et écologie [Colloque] (u-bordeaux-montaigne.fr)