Egressos

O perfil do egresso almejado pela PGET é o de excelência na formação teórica com competência para atuação docente em universidades do país e do exterior, em escolas públicas e privadas do ensino fundamental ao médio e no mercado de trabalho relacionado com o campo de atuação em questão, e como tradutor, revisor, editor, dentro dos limites da ética profissional. 
Como indicador de que a PGET tem tido relevância na formação de mestres e doutores que possuem esse perfil, está o acompanhamento dos egressos já referido acima, que tem demonstrado que os alunos egressos da PGET estão exercendo docência em várias instituições e universidades federais, estaduais e privadas, em diferentes regiões do país e, também, no exterior; muitos desses egressos continuam mantendo trocas frutíferas com membros do corpo docente e discente do programa, desenvolvendo com eles atividades tais como publicações conjuntas, assistência a conferências e palestras, participação no Evento de Egressos, entre outras. 

Para conhecer os egressos da PGET:

Egressos de Doutorado
Egressos de Mestrado


O perfil do Egresso da PGET também já foi objeto de uma dissertação defendida em 2018, intitulada "Mapeamento do perfil e destino profissional dos egressos de doutorado da Pós-Graduação em Estudos da Tradução da UFSC: 2010-2017", de autoria de Fernanda Christmann, que teve como objetivo mapear características dos egressos em nível de doutorado da PGET, no período de 2009 a 2017. Tal mapeamento considerou o levantamento de dados referentes ao gênero do egresso, sua origem, idade, formação acadêmica ao ingressar no programa, remuneração bruta atual, destino profissional, dentre outros. Com esses dados foram realizadas análises estatísticas com vistas a traçar o perfil da atuação profissional dos egressos. 
Essas análises podem auxiliar na elaboração de medidas operacionais que deem suporte para o planejamento estratégico da PGET. 
A análise descritiva dos dados relativos aos egressos mostrou que:

· a maioria é do gênero feminino e tem origem majoritária na região Sul;
· a idade média do ingressante na PGET é de aproximadamente 37 anos;
· a maioria (83%) é de nacionalidade brasileira;
· em média, 81% dos egressos têm pelo menos uma graduação na grande área de Letras, sendo que aproximadamente 30% cursaram duas graduações antes e/ou durante o doutorado cursado na PGET;
· a remuneração bruta média atual é de 10.880 reais, sendo que 68% auferem entre R$ 9.500 reais e 12.500 reais.

Em relação ao programa de doutorado da PGET analisou-se os números relativos: à proficiência em língua estrangeira comprovada pelos egressos; às linhas de pesquisa seguidas pelos mesmos; ao tempo de permanência no programa considerando as prorrogações; ao número de defesas de doutorado por professor e à realização de eventual doutorado-sanduíche e/ou estágio pós-doutoral pelo egresso. A análise de dados conduziu às seguintes observações:

· todos os egressos comprovaram proficiência em Inglês. Em relação à proficiência na segunda língua, a grande maioria comprovou proficiência em Espanhol (60 egressos), em Francês (23 egressos), Italiano (14 egressos), Alemão (8 egressos), Grego e Chinês (1 egresso cada).
· a maioria dos egressos (72%) optou por realizar seus estudos na linha de pesquisa “Teoria, Crítica e História da Tradução”;
· o tempo médio de permanência dos egressos foi 52,2 meses sendo que 67% usufruíram o recurso da prorrogação para concluir seus estudos;
· as orientações foram efetuadas por 34 professores ao longo da existência da PGET;
· um quarto dos egressos usufruiu do estágio doutorado-sanduíche, o qual teve como principal destino a Bélgica;
· o estágio pós-doutoral foi cursado por 14% dos egressos e 4% ainda o estão cursando.

O mapeamento do destino profissional mostrou que a grande maioria dos egressos atua como professor de ensino superior, que tende a assumir o papel de pesquisador (63%), o qual é a função almejada para o perfil do egresso da PGET. 
A análise de remuneração bruta e uma seleção de variáveis categóricas do tipo Sim/Não mostraram que egressos:
· do gênero masculino auferem, em média, 250 reais por mês a mais que seus pares do gênero feminino;
· associados ao DINTER recebem, em média, 1.400 reais por mês a mais que os demais;
· com atuação na docência universitária auferem, em média salário bruto de 11.200 reais mensais, enquanto que os demais recebem salário bruto de 8.600 reais por mês.

O mapeamento geográfico pôde ser realizado com dados disponíveis de 89 egressos do total de 108 que concluíram seus estudos doutorais na PGET, no período considerado. Os resultados mostram que a grande maioria (49%) atua em Santa Catarina. Como segundo maior polo de atuação de egressos, destaca-se o estado da Paraíba, com 11% do total. Essa posição do estado da Paraíba é justificada pela oferta de programa de doutorado especial DINTER a duas universidades daquele estado, entre 2010 e 2015.
O levantamento de informações considerou os dados abertos, disponíveis na Plataforma Sucupira, Plataforma Lattes, portais de transparência federal e estadual e no CAPG/UFSC.

Os resultados agregados mostram que a PGET vem cumprindo plenamente os objetivos do seu projeto formador de diplomar pesquisadores em Estudos da Tradução. Esta afirmação é suportada pelo fato que a maioria dos egressos atua como professores na grande área de Letras, em universidades federais, que são reconhecidas como indutores da pesquisa no Brasil. O objetivo da PGET de consolidar um pólo institucional de referência em Estudos da Tradução na UFSC também foi alcançado. A expansão do conjunto de atividades para as demais regiões do Brasil, e até mesmo ao exterior, pôde igualmente ser verificada pelo considerável número de egressos que nestas regiões atuam.
O fato da grande maioria (81%) dos egressos ter formação acadêmica em cursos da Grande Área de Letras mostra que a PGET está dando continuidade à formação dos graduados dos cursos de Letras-Línguas Estrangeiras, o que, por outro lado, não exclui o ingresso multidisciplinar dos discentes.